Finanças pessoais: Controle x Descontrole
- 29 de mar. de 2018
- 4 min de leitura

Estava analisando as minhas finanças pessoais, como Profissional Liberal, como este é um tema muito desafiante e preocupante, resolvi publicar algumas considerações, que por mais óbvias que pareçam, não são simples de executar.
Como administradora, usei o método Jack (por partes .. rsrsrs) para fazer essa análise e perceber algumas situações mais comuns …

A primeira, resolvi comparar com um coador (isso mesmo, aquela peneira que usamos na cozinha), sendo as nossas receitas a água .. simplesmente não conseguimos “segurar” o dinheiro … vai “embora” tão rápido como se nem tivesse entrado. Nem ao menos sabemos no que foi o dinheiro, só constatamos que sumiu! Para esse primeiro “sintoma” acho que pode ser tratado com um App (tem várias opções) de Controle do que entra e do que sai.
Aí você pode dizer que faz uma lista de tudo que gasta ou anota em um caderninho, guarda as notinhas, etc., mas isso não adianta .. porque não soma sozinho e não mostra no que você está gastando o seu dinheiro. Já usei planilhas de Excel, mas não tem nada mais prático que o celular, está sempre com você.
Beleza, acho que até aqui há muitas pessoas que fazem, a grande questão agora é você querer olhar onde está indo o seu dinheiro e sugiro a comparação com a Pirâmide de Maslow … lembrando que o objetivo é encontrar os excessos.

Por exemplo, nunca sobra dinheiro porque o que ficou na carteira usou em pizza, jantar em restaurante, guloseimas … nesse caso vale a pergunta, porquê você precisou desses “agrados”? As vezes temos comportamentos de nos recompensar por algo que fazemos que não gostamos …
O mesmo se aplica se você gasta mais em roupas, troca toda hora de celular ou tem que estocar todo o tipo de eletrônicos, só para TER e não para USAR, vale a mesma regra, são agrados para compensar o quê?
Mas Gisele ... não foi em comida, foi em remédios … aí nova pergunta, o que você fez ou deixou de fazer que ficou doente? Muitas vezes nossa imunidade baixa porque estamos em conflito, ou ainda questões do parágrafo anterior, comer o que não devíamos, uma coisa é certa … se não investir em sua saúde, com certeza gastará duas ou três vezes mais em consultas médicas e remédios que vale e dica, não curam, só remediam o problema … caso contrário se chamariam “curédios”.
Passamos então para as necessidades de segurança .. paga o seu imóvel próprio ou aluguel? Se é profissional liberal, tem algum plano em caso de alguma situação que o incapacite para o trabalho, ou para se aposentar?

A primeira coisa que fazemos é estipular um valor “ideal” de reserva mensal, aquele que nunca conseguimos cumprir e deixamos para o mês que vem … aí a dica é, “passos de bebê” comece por pequenos valores, tenha uma forma de imobilizar esse valor e não mexer mais …
Esse valor tem que sair da carteira já no início do mês, que seja UM REAL por dia, separa assim que entrar o seu pagamento e ESQUECE, é igual as contas da casa, não tem jeito, tem que pagar e ponto final. Passados dez meses você conseguiu juntar trezentos reais, vai sentir-se motivado e vai aliviar a pressão nas compensações fisiológicas ;).
Agora vamos entrar nas necessidades sociais, claro que aqui você já sabe onde vai parar o seu dinheiro, já tem um “porquinho” sendo alimentado, do que você recebe, quanto pode disponibilizar para atividades de lazer? Que tal começar com um orçamento modesto? Vamos supor R$ 100,00, você pode fazer uma atividade mensal que use o valor todo, pode fazer duas atividades de 50 ou pode fazer quatro de 25, use a criatividade e aproveite as atividades gratuitas da sua cidade, sempre tem algo rolando que pode satisfazer essa necessidade, até pedir uma pizza com os amigos …
Se você chegou até aqui já vai sentir a sua autoestima aumentar, já entramos em outra necessidade … e aqui vem uma questão para não fugir da linha do texto, o que você pode fazer para se sentir muito bem consigo mesmo? Sempre quis ser artista, por exemplo … que tal usar a verba do lazer para fazer algo nessa linha? Quem sabe uma palestra?
As vezes as questões de autoestima tem raízes mais profundas, em crenças limitantes ou imposições sociais, que tal procurar alguma técnica mais profunda para resolver?
Existem tantas possibilidades … dentre elas cito o COACHING, que é uma técnica rápida (em torno de três meses) de “burlar” essa programação mental (quer saber mais, me coloco a disposição aqui).
Depois disto tudo, vem a verdadeira questão que é:
O QUE VOCÊ QUER?
Se você estiver realizando o seu pleno potencial ou fazendo o que ama como profissão, isso vai te ajudar a aliviar as pressões anteriores, pois “quem faz o que gosta, não trabalha, se diverte”, vai fazer com tanta dedicação e zelo que vai se destacar no mercado e terá muito sucesso. Não é passe de mágica, é muito trabalho e dedicação que fará com que você atinja o SEU sucesso.
Aqui o seu sucesso pode ser ter mais TEMPO para a família, poder fazer outras coisas aliadas ao trabalho, ou a tão sonhada QUALIDADE DE VIDA, pois DINHEIRO não é sinônimo de SUCESSO e quanto mais se tem .. mais se gasta para compensar o que abrimos mão para te-lo.























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